A CRIANÇA NUMA SOCIEDADE DECADENTE – 7 (continuação da postagem do dia 22 de junho)

1) NÃO HÁ VERDADE (postagem dia 09 de junho)
2) NÃO HÁ AMOR (postagem dia 22 de junho)
3) NÃO HÁ CONHECIMENTO DE DEUS (postagem dia 05 de julho)
Embora se use tanto o nome de Deus, isto é feito de uma maneira tola e vã, a despeito do mandamento claro da Palavra de Deus: “Não tomarás o nome do Senhor, teu Deus, em vão, porque o Senhor não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão” (Êxodo 20:7).
O maior desrespeito para com Deus se observa na prática da idolatria, embora o Senhor seja tão categórico em Sua Palavra: “Não terás outros deuses diante de mim. Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não as adorarás, nem lhes darás culto; porque eu sou o Senhor, teu Deus, o Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem e faço misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos” (Êxodo 20:3-6).
Há inúmeros conceitos de Deus que são totalmente inadequados, por estarem em oposição à Sua Palavra:
* o politeísmo (muitos deuses, cada qual personificando elementos da natureza, tais como o sol, a lua, a fertilidade, o amor, o poder, etc);
* o enoteísmo (um deus que age em nosso favor, mas que não nega que talvez existam outros deuses, cuja ação e autoridade são exercidas em outras esferas);
* o teísmo (simplesmente se crê em sua existência);
* o deísmo (Deus está ausente do universo que ele mesmo criou e não tem interesse nele);
* o panteísmo (a natureza inteira é parte integrante de Deus);
* o ateísmo (não há provas da existência de Deus);
* o agnosticismo (talvez Deus exista, talvez não);
* o ceticismo (é impossível saber sobre Deus);
* sem falar de tantos que imaginam que Deus seja igual a si próprios, como lemos da solene advertência feita pelo Senhor: “pensavas que eu era teu igual” (Salmo 50:21).
Escrevendo sua carta aos crentes da cidade de Corinto, o apóstolo Paulo assim se expressou, no capítulo 15, versículos 33 e 34: “Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes. Tornai-vos à sobriedade, como é justo, e não pequeis; porque alguns ainda não têm conhecimento de Deus; isto digo para vergonha vossa.”
Nada pode ser mais saudável para quem trabalha com as crianças, do que ajudá-las a conhecer quem é Deus, não meramente o conhecimento intelectual da pessoa de Deus e de Seus atributos maravilhosos, mas de experimentar na vida diária como é precioso ter comunhão com Ele e adquirir experiências que nos levem a dizer como Jó: “Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te vêem. Por isso, me abomino e me arrependo no pó e na cinza” (Jó 42:5,6).
Numa época de decadência como esta, “o povo que conhece ao seu Deus se tornará forte e ativo” (Daniel 11:32).
As crianças, a próxima geração que está diante de nós, precisam conhecer:
1) Que Deus se revela a Si mesmo, pela Criação, pela Providência, pela Palavra e através de Jesus Cristo – Salmo 19:l-4; Atos 14:17; 2 Timóteo 3:16; João 14:9 e 17:3.
2) Que o nome de Deus precisa ser temido e reverenciado. Há ensino precioso no estudo dos nomes de Deus:
*Altíssimo (Sl 18:13);
* Deus dos deuses (Dt 10:17);
* Deus que vê (Gn 16:13);
* Deus Vivo (Dt 5:26);
* Escudo (Sl 3:3);
* Eu Sou (Êx 3:14);
* Força (Sl 22:19);
* Justo (Sl 7:9);
* Libertador (Sl 18:2);
* Salvador (Is 43:3);
* o Senhor que provê (Gn 22:8,14);
* o Senhor, minha bandeira (Êx 17:15);
* o Senhor é paz (Jz 6:24);
* o Senhor é nossa justiça (Jr 23:6) e tantos outros textos reveladores da grandeza de Deus.
3) Que os atributos de Deus nos revelam sua Personalidade:
* Amor (1 Jo 4:8);
* Bondade (Sl 100:5);
* Longanimidade (2 Pe 3:9);
* Retidão (Sl 92:15);
* Sabedoria (Rm 11:33);
* Santidade (Is 6:3);
* Verdade (Sl 31:5) e tantas outras verdades preciosas.
4) Que Deus está no controle de todas as cousas:
* Sua Eternidade (Sl 90:1,2);
* Sua Onisciência (Sl 139:1-6);
* Sua Onipresença (Sl 139:7-12);
* Sua Onipotência (Sl 139:13-15; Gn 1 e 2; Ef 1:19,20);
* Sua Soberania (Rm 9:20).
Uma das ênfases nos programas de treinamento da APEC é que, ao preparar uma lição para as crianças, baseada numa história da Bíblia, o professor ressalte o atributo de Deus que está evidente no texto.
O povo da época de Oséias chegou até a dizer: “Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor” (Oséias 6:3), mas isto foi apenas em palavras e não em realidade, ao ponto de o Senhor ter dito: “Que te farei, ó Efraim? Que te farei, ó Judá? Porque o vosso amor é como a nuvem da manhã e como o orvalho da madrugada, que cedo passa” (Oséias 6:4).
Como era instável o desejo do povo em buscar o Senhor!
O seu amor era como o orvalho da madrugada, um amor desvanecente, passageiro, e sem qualquer valor.
Como é comum ter palavras certas e boas e uma ação completamente inadequada!
Isaías, contemporâneo de Oséias, e que foi profeta para o reino de Judá, registrou estas palavras, da parte do Senhor: “Este povo se aproxima de mim e com a sua boca e com os seus lábios me honra, mas o seu coração está longe de mim, e o seu temor para comigo consiste só em mandamentos de homens, que maquinalmente aprendeu” (Isaías 29:13).
É preciso saber fazer a diferença:
* entre o ritualismo religioso e a proclamação da verdade;
* entre o formalismo oco e a verdadeira comunhão espiritual com Deus;
* entre o “ôba-ôba” dos louvores retumbantes e a humildade daquele que se curva diante da santidade de Deus;
* entre a aparência de um culto cerimonioso e solene e aquele que se humilha arrependido diante de Deus;
* entre a religião de aparência, hipócrita e aquele que tão-somente se aproxima de Deus através de Cristo Jesus.
O povo daquela época gostava de oferecer sacrifícios a Deus. (Isaías 1:11-17; Amós 5:21-24; Miquéias 6:6-8.)
Será que as pessoas ofereciam estes holocaustos e sacrifícios na expectativa de conseguir favores da parte do Senhor?
Hoje, a situação não é muito diferente.
No entanto, o que Deus quer é que se tenha conhecimento dEle: “Pois misericórdia quero, e não sacrifício, e o conhecimento de Deus, mais do que holocaustos” (Oséias 6:6).
Senhor, dá-nos uma geração que Te conheça de verdade, não somente de palavras que maquinalmente aprendeu!
Gilberto Celeti
(continua…)

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apecbrasil

A APEC - Aliança Pró Evangelização das Crianças... ... foi fundada em 1937, nos Estados Unidos da América, pelo Rev. Jesse Irvin Overholtzer, um homem a quem Deus deu a visão dos meninos e meninas que precisavam do Salvador. O trabalho da APEC está estabelecido no Brasil desde 1941 e é autônomo em relação à Sede Internacional, possuindo direção, expansão e sustento nacionais. O Brasil foi o primeiro país a ter a obra missionária da APEC. A proposta hoje é a mesma do fundador. A APEC é uma obra de fé, fundamentada na Bíblia, formada por crentes nascidos de novo, que visa evangelizar crianças apresentando-lhes o Evangelho do Senhor Jesus Cristo, discipulá-las na Palavra de Deus e encaminhá-las a uma igreja evangélica onde possam crescer em sua vida cristã. Um ministério que se preocupa com as crianças de todo o mundo.

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