A QUESTÃO DO ABORTO

Imagine a seguinte situação:
Certa mãe, carregando nos braços um bebê, entra num consultório médico e, diante do profissional, começa a lamuriar-se:
– Doutor, o senhor precisa me ajudar num problema muito sério. Este meu bebê ainda não completou um ano e estou grávida de novo! Não quero outro filho em tão curto espaço de tempo. Eu preferia dar um espaço maior entre um e outro.
Indaga o médico:
– Muito bem… e o que a senhora quer que eu faça?
A mulher, já esperançosa, responde:
– Desejo interromper esta gravidez e quero contar com sua ajuda.
O médico fica em silêncio por alguns instantes e então diz para a mulher:
– Acho que tenho uma melhor opção para solucionar o problema e é menos perigoso para a senhora.
A mulher sorri, certa de que o médico aceitara o seu pedido, quando o ouve dizer:
– Veja bem, minha senhora… para não ficar com dois bebês em tão curto espaço de tempo, vamos matar este que está em seus braços. Assim, o outro poderá nascer… Se o caso é matar, não há diferença para mim entre um e outro. Até porque sacrificar o que a senhora tem nos braços é mais fácil e a senhora não corre nenhum risco.
A mulher apavora-se:
– Não, doutor! Que horror! Matar uma criança é crime! É infanticídio!
O médico sorri e, depois de algumas considerações, convence a mãe de que não existe a menor diferença entre matar uma criança ainda por nascer (mas que já vive no ventre materno) e uma já nascida. O crime é exatamente o mesmo e o pecado, diante de Deus, exatamente o mesmo.
O ABORTO E A QUESTÃO LEGAL
No Brasil o aborto é permitido em caso de estupro e de risco para a vida da mãe. Em qualquer outra situação o aborto é considerado criminoso. Trata-se do artigo 128 do Código Penal Brasileiro, do ano de 1940.
Há, no entanto, uma proposta de um Anteprojeto de Lei que pretende alterar o Código Penal, e incluir mais uma possibilidade: quando fica comprovado que o feto tem anomalias.
Em algumas ocasiões, juízes já têm concedido permissão para a realização de abortos em crianças consideradas “mal formadas”, com base em atestados médicos. No entanto, houve um caso, no Rio de Janeiro, de um advogado ter solicitado uma medida liminar para impedir uma autorização de aborto de bebê considerado “mal formado” e isto lhe foi concedido.
Em 2004, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, aprovou a obrigatoriedade do SUS (Sistema Único de Saúde) realizar o aborto nos termos da lei. No entanto, o médico pode se recusar a fazer o aborto, por razões de consciência. Na ocasião, o próprio Ministro da Saúde expressou sua opinião de que o aborto é semelhante a um assassinato.
O aborto tem sido analisado e discutido e as opiniões se dividem entre aqueles que o condenam veementemente até aqueles que são completamente favoráveis, sem restrições, e que para amenizar o próprio significado da palavra “aborto” ou da sua própria consciência, o chamam de procedimento de antecipação terapêutica de parto. Suavizam nas palavras, mas o crime é o mesmo.
O ÓDIO DE SATANÁS PARA COM AS CRIANÇAS
Satanás tem um ódio cruel contra os bebês, desde o momento em que Deus disse à serpente, no jardim do Édem as seguintes palavras: “Eu farei com que você e a mulher sejam inimigas uma da outra, e assim também serão inimigas a sua descendência e a descendência dela. Esta esmagará a sua cabeça, e você picará o calcanhar da descendência dela” (Gênesis 3.15-NTLH).
Veja bem que a primeira criança a nascer, Caim, foi alvo de uma ação tão intensa do diabo, que o apóstolo João se refere a ele desta maneira: “Não sejamos como Caim, que pertencia ao maligno e matou o próprio irmão” (1 João 4.12).
Como explicar os milhares de abortos que acontecem diariamente? Mães matando os seus próprios filhos. Médicos, enfermeiros e clínicas de aborto clandestinas matando os bebês. Que ódio para com as crianças!
Lembra do ódio de Faráo, ordenando que todos os meninos fossem jogados no Rio Nilo (Êxodo 1.22)? Lembra também, por ocasião do nascimento de Jesus, o ódio que foi demonstrado por Herodes, mandando matar, em Belém e nas suas vizinhanças, todos os meninos de menos de dois anos (Mateus 2.16)?
Quem inspirava Faraó e Herodes? O mesmo que hoje odeia todos quantos nascem da mulher e que foi muito bem descrito pelo apóstolo Paulo em Atos 13.10: “…cheio de todo o engano e de toda a malícia, inimigo de toda a justiça, não cessarás de perverter os retos caminhos do Senhor”?
ANTES QUE EU TE FORMASSE NO VENTRE TE CONHECI
Em toda a Bíblia, é patente o valor das crianças, consideradas como herança de Deus (Gênesis 33.5; Salmos 113.9; 127.3; 128.3-6). Ele é quem permite a gravidez (Gênesis 29.33; 30.22; 1 Samuel 1.19-20; Lucas 1.24,25).
A Palavra de Deus nos mostra, em Jeremias 1.4,5 uma realidade maravilhosa: “Ora veio a mim a palavra do Senhor, dizendo: Antes que eu te formasse no ventre te conheci, e antes que saísses da madre te santifiquei; às nações te dei por profeta”.
Aquela vida que começa a ser formada no ventre materno está totalmente dentro de uma perspectiva divina, conhecida por Deus, com um propósito especial a executar, dentro da Sua Sábia e Perfeita Sabedoria.
ENFRENTAR O PROBLEMA DA PERVERSÃO DO PECADO
Embora a lei conceda amparo legal para abortamento de vidas no caso de estupro ou de risco para a mãe, é preciso olhar bem a realidade e verificar que a grande maioria dos abortos está sendo praticada por causa da dureza do coração e como conseqüência de um viver uma vida pecaminosa e depravada.
A palavra é mesmo esta, definida do dicionário Aurélio: depravação – ato ou efeito de depravar-se; perversão, corrução. Degeneração mórbida.
A sociedade esta pervertida, corrompida. A prática do adultério tornou-se avassaladora. É o ponto alto dos filmes e novelas. A facilidade com que nestes filmes e novelas as pessoas imediatamente se juntem para a prática do sexo é uma abominação. As pessoas se estragam nos vícios, na devassidão, na imoralidade, no pecado.
E quando, então, surge a gravidez – a b o r t o!
Isto não pode ser admitido. Tem que ser combatido. Aborto é crime! Aborto é assassinato!
Alguém dirá: Condenar é fácil, o que se pode fazer?
Este é o momento para se proclamar a preciosa mensagem do evangelho, centralizado na Pessoa e na Obra do Senhor e Salvador Jesus Cristo. Ainda é tempo para pregar a mensagem da reconciliação: “Deus estava em Cristo reconciliando o mundo consigo mesmo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a palavra da reconciliação. De sorte que somos embaixadores em nome de Cristo, como se Deus exortasse por nosso intermédio. Em nome de Cristo, pois, rogamos que vos reconcilieis com Deus. Aquele que não conheceu pecado (JESUS), ele (DEUS) o fez pecado por nós; para que, nele (JESUS), fossemos feitos justiça de Deus” (2 Coríntios 5.19-21).
Este é o momento de demonstrar amor, de ser amigo dos que ainda não conhecem o amor de Deus e de lutar para que os valores da vida sejam preservados, não os da morte e do pecado.
CONCLUSÃO
Diante desta triste realidade, numa época em que os valores do amor, da justiça, da paz, da bondade, do altruísmo, enfim, os valores morais são tão ridicularizados, é preciso aumentar o número daqueles que investem na formação de uma nova geração, para que estas crianças depositem a sua confiança no Senhor Jesus Cristo e sejam estabelecidas nos princípios da Bíblia, a Palavra de Deus.
Eu e você, temos a responsabilidade de ensinar o valor da vida para que as nossas crianças venham a ser adultos que desejem receber e amar os filhos que Deus lhes der…
E é bom refletir com seriedade na grande bênção que é ter filhos, de acordo com a Palavra de Deus registrada no Salmo 127.3-5: “Os filhos são um presente do Senhor; eles são uma verdadeira bênção. Os filhos que o homem tem na sua mocidade são como flechas nas mãos de um soldado. Feliz o homem que tem muitas dessas flechas! Ele não será derrotado quando enfrentar os seus inimigos no tribunal“.
Gilberto Celeti

Publicado por

apecbrasil

A APEC - Aliança Pró Evangelização das Crianças... ... foi fundada em 1937, nos Estados Unidos da América, pelo Rev. Jesse Irvin Overholtzer, um homem a quem Deus deu a visão dos meninos e meninas que precisavam do Salvador. O trabalho da APEC está estabelecido no Brasil desde 1941 e é autônomo em relação à Sede Internacional, possuindo direção, expansão e sustento nacionais. O Brasil foi o primeiro país a ter a obra missionária da APEC. A proposta hoje é a mesma do fundador. A APEC é uma obra de fé, fundamentada na Bíblia, formada por crentes nascidos de novo, que visa evangelizar crianças apresentando-lhes o Evangelho do Senhor Jesus Cristo, discipulá-las na Palavra de Deus e encaminhá-las a uma igreja evangélica onde possam crescer em sua vida cristã. Um ministério que se preocupa com as crianças de todo o mundo.

2 opiniões sobre “A QUESTÃO DO ABORTO”

  1. Estimada Valdenice,Seu comentário é preciosíssimo.Quem vence a morte é a vida.Jesus é o Caminho, e a Verdade e a Vida.Que vitória da Vida, neste caso que você mencionou.Louvado seja Deus.Vamos continuar lutando em favor da Vida.

  2. Vi um vídeo de uma jovem americana no site Irmãos do Pr. Ariovaldo Ramos. Essa jovem dava seu testemunho de sobrevivencia de um aborto. Fiquei encantada porque numa vi uma alma tão tratada pelo doce E.Santo. Ela ficou com sequela nos pés e dizia; "MANCAREI PARA DEUS NESSA TERRA, MAS DECIDI, ESCOLHI ALEGRAR SEU CORAÇÃO". Dizia para os homens: vocês são instrumentos de Deus para amarem as mulheres e gerarem com elas filhos desejados e não abusá-las e deixá-las. Dizia as mulheres: vocês são especiais, Deus a escolheu para serem amadas por um homem e gerarem filhos para o louvor dele". Disse que estava dando seu testemunho numa igreja e sua mãe biológica veio apresentar-se a ela. Dizia dentro de si: "EU SOU ESPECIAL, DEUS ME AMA, ELE POUPOU MINHA VIDA", não quero ouvir as palavras dolorosas dessa mulher ferida. E ela perdou sua mãe. Porque quando perdoamos nos libertamos daqueles que nos aprisionavam através de suas feridas.PARABÉNS PELO TEXTO PR. CELETIValdenice-Recife\PE

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